Uma questão interessante a analisar em muitos dos acontecimentos históricos é a sensação de “dejá vu”. De fato, olhando para o que se passa à nossa volta, temos muitas vezes a sensação de repetição. Então por que razão o ser humano, supostamente dotado de capacidades intelectuais que lhe permitem evitar a perpetuação do erro, repete incessantemente os mesmos comportamentos e toma as mesmas decisões que vão gerar problemas? Parece um mistério, mas é verdade. Em muitas questões, designadamente as económicas, não aprendemos com os erros do passado. Em períodos de abundância, desperdiçamos recursos, não cuidamos de preparar o futuro e quando este chega e apresenta tonalidades mais escuras, não estamos preparados para fazer face às dificuldades e então deitamos a mão à cabeça. Vêm estes considerandos a propósito das alterações que o Governo se prepara para introduzir e tentar infletir a subida do número de casos de incumprimento bancário, nomeadamente por parte dos consumidores e das famílias. Já abordamos nestas crónicas algumas medidas possíveis, tendo entretanto sido divulgadas outras, como sejam alterar as regras de contagem de juros de mora e cobrança pela Banca.